Sexta-feira, 29 de Julho de 2005

ÚLTIMA HORA - PR EM COMA!!

Imagem 1.jpg

Hoje acordei sobressaltado! Descobri que o nosso PR está em COMA!
A tabela que veêm em anexo, designada por Escala de Glasgow, é largamente utilizada por nós (os que vos tratamos da saúde...) para avaliar o nível de consciência de quem deu uma cabeçada em alguma coisa (ou alguém...). Avalia-se a resposta à abertura dos olhos, a resposta verbal, e a resposta motora. Somam-se todos os pontinhos obtidos, e, se o somatório for igual ou inferior a 8... o cristão está em COMA.
Aquí há uns meses atrás, o nosso PR:
- Abriu os olhos à voz (da oposição...) logo tinha 3 pontos.
- Tinha uma resposta verbal orientada (±...) - 5 pontos.
- Assinou espontaneamente a demissão do governo, mostrando ter uma boa resposta motora - 6 pontos.
Logo, como se vê, o nosso PR tinha 14 na Escala de Glasgow. Nada mau...
Mas hoje, como disse, acordei sobressaltado! Face à actuação deste governo nos últimos 4 meses, descobri que:
- O PR mantém os olhos fechados e não reage a estímulos - 1 ponto
- Não se ouve dizer nada. Nem um som, mesmo que incompreensível - 1 ponto
- Tem uma resposta motora nula. Não faz rigorosamente nada - 1 ponto
- O PR totaliza 3 na Escala de Glasgow. Está em coma profundo que, com este valor, significa na quase totalidade dos casos morte cerebral.

P.S. (mesmo!)- Agora um aviso também de última hora:Estejam atentos! O apoio incondicional do PS ao seu candidato presidencial é um sinal premonitório, inequívoco, da inteção do Governo para passar a idade da reforma para os 85 anos. "Vão-se lixar! Se o nosso candidato pode trabalhar até aos 85 anos, vocês também!" (sic) José Aristóteles
Luis Pinheiro às 13:20
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2005

National Jurassic Park

Por acaso até gosto da prosa do Rodrigo Guedes de Carvalho. Sim, o pivot/jornalista/cronista que escreve na TV Guia. Recentemente, atirava-se com violência contra os que apenas criticam (como ele) os políticos e governantes, mas que nunca se perfiguram para protagonizar alternativas. Por isso os desconsidera, chamando-os praticamente de ínúteis.
Imaginem!.. Chamar inúteis a “colegas” meus, Iconoclastas dos quatro costados!
Será que o exercício da crítica deve ser sempre seguido do voluntarismo para o exercício dos cargos e posições que se criticam? Nesse caso:
Quero vêr o Gabriel Alves a avançado centro, já!
A Judite de Sousa a Primeira Ministra, já!
O Domingos Piedade a campeão de fórmula 1, já!
O Rodrigo Guedes de Carvalho à m...,já!
Chiça! Este pessoal não vê que nós, os Iconoclastas, só criticamos quem se põe a jeito?
Na política, até os conceitos clássicos mudam de nome. Veja-se o Dr. Mário Soares, que aquí há 2 meses dizia numa entrevista: “Candidato presidencial? Eu? Não faz sentido algum, absurdo, já fiz o que tinha a fazer na política, agora quero fazer outras coisas... Na política deve haver renovação! Não podem ser sempre os mesmos...” (SIC) (sic). Ficamos todos a saber que a "contradição", a "incongruência" e a "inconstância" se traduzem em politiquês por "direito à mudança de opinião", "sentido do dever patriótico" e "evolução do pensamento político". Não me lixem! As pessoas adultas são livres para tomar as posições que entendem, mas não podem exigir aos outros que os não critiquem! É claro que o Dr. Mário Soares em todo o direito de assumir as posições que entender no momento que entender, e nós... temos o direito, e talvez o dever de criticar.

O Prof. Freitas, um ícone da resistência de direita em tempos idos, foi apresentado na comunicação social como um dos putativos candidatos, imagine-se ...pela esquerda!! Claro que pode fazê-lo. É um cidadão português no pleno uso dos seus direitos. Até o direito de ser criticado pelo Iconoclasta! (que, neste caso, passe a imodéstia, mais do que um direito...é um privilégio!). Mas que não fica bem deslocar-se com pezinhos de lã pelos meandros da política, para vêr se ninguém dá conta, lá isso não fica! Logo, ganhou o direito a ser criticado pelos seu comportamento de "salta-pocinhas"! (Ao que parece não terá saltado a última , e meteu mesmo o pé!..)

O outro Prof. (Cavaco), esse sim! Continua perfeitamente coerente com o que sempre defendeu: o tabú! Até me custa a crer como é que praticou atletismo nos 400 (?) metros barreiras! Será que para saltar a primeira barreira teria de consultar a família:
- Como é Mariazinha: salto? Não salto? Bom... cada coisa a seu tempo. Oportunamente direi se quero, e quando quero saltar. Ainda não está tomada nenhuma decisão. Não vale a pena insistir...
Dizia-me um amigo:
- Este parece o cão do Guedes...não f...nem sai de cima! (crítica pouco eloquente, mas muito elucidativa!)

O outro putativo presidenciável (Manuel Alegre), não o critico! Perante a apresentação do candidato mais que provável pelo seu partido, fez o que o cão Castor faria com a aproximação de um Serra da Estrela....

É por estas e por outras que não me meto em políticas. Neste caso "paleopolítica" ou "gerontopolítica".
Penso que não tenho queda! Mesmo que tivesse...não tinha onde cair...
Luis Pinheiro às 02:04
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2005

TÉLÉLÉS

Já não há pachorra! Palavra! Este uso e abuso dos telemóveis (tm), nas situações mais inconvenientes, modificou os comportamentos sociais e até educacionais dos portugueses que excedem os limites do aceitável!
Como se deduz do meu post anterior, ganho a vida a cuidar das maleitas dos outros, e acreditem-me, isto dos tm já é doença! Até no meu consultório, a meio de um toque rectal a um tipo que se queixava de hemorroidas, lá vem a 41ª de Mozart em formato MIDI...
- Ó Dr., desculpe...posso atender? (Grrrrr! a minha vontade foi de lhe arrancar o tm das unhas e enfiá-lo no sítio onde eu tinha o dedo!)
- Concerteza! Esteja à vontade... (Eh!Eh! À vontade com um dedo enfiado no traseiro...enfim, ele há gostos para tudo!)
- Eu depois ligo. (Ai!) Agora (Ui!) não posso (Porra!) falar!

Dantes, se um gajo era visto a falar sozinho na rua diagnosticava-se de caras uma esquizofrenia, avisava-se a família, e passados uns dias já estava a fazer Anatensol injectável em regime de internamento... Hoje, cruzam-se pelas ruas, zombies com coisinhas pretas enfiadas nas orelhas que falam com outros, mas nunca entre sí. Falam tão alto que o tipo do outro lado bem podia dispensar o tm. (Toda a gente tem de ficar a saber que eu sou um dos poucos milhões de portugas que têm tm!)
Não sei o que a Paula Bobone acha, mas, cá para mim, interromper uma conversa para prestar atenção a um intrometido deve continuar a ser falta de educação, ou não será? É claro que o "intrometido" não sabe que o é, mas quem abandona o interlocutor para lhe prestar atenção...valha-me Deus!
Então nas reuniões profissionais, passo-me completamente! Já muitos passaram pela experiência do efeito distractor que pode provocar o som roufenho da música do Star Wars durante uma comunicação...
Há tempos, numa reunião de formação, implorei a todos os formandos para desligarem os tm. Aproveitei para renovar o meu sermão sobre a matéria. Raisparta! Não bastaram 5 minutos, lá estava um cabrão : pipipi....pipipi...pipipi...pipipi.... e não se calava. Porra! Parei de falar, carrancudo, deixando perceber o meu desagrado.
Era o meu, dentro de uma pasta, no meio da audiência....
Luis Pinheiro às 20:17
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Sexta-feira, 15 de Julho de 2005

Dr.? Eu?...deve ser engano...

Quantos de vocês, licenciados há 20 ou mais anos, não sentiram a peitaça a inchar e as plumas da cauda agitarem-se, quando vos trataram por "Dr." pela primeira vez? Depois de tantos anos a queimar as pestanas, uns com mais esforço pessoal e familiar do que outros, lá conseguimos o nosso objectivo: o canudo do curso que sempre ambicionámos! Dava-nos o direito de trabalhar naquilo para que nos preparámos, e de sermos tratados por "Senhor Doutor"! UAU! Que sensação! Até parecia que não estavam a falar connosco.
Às vezes, no início, telefonavam lá para casa:
— Está? É de casa do Senhor Doutor?
— Aquí não mora nenhum Senhor Doutor!
— Desculpe, foi engano...
Quando eu chegava e perguntava se alguém tinha ligado, a resposta vinha invariávelmente:
— Ah! Afinal era para tí! Não há maneira de me habituar...Hummm! Sr. Doutor...
Não podia levar a mal...até eu demorei a habituar-me a esse tratamento. Eu, um puto com 24 anos que ainda na semana passada contava os tostões para ver se chegava para comer uma sandes e beber um "martelo" no Raúl...
Será que todos os jovens licenciados sentem actualmente o mesmo orgulho na sua licenciatura?
Eu, pelo menos, conheço alguns que preferem ocultar a sua condição em concursos para empregos, pelo receio de serem recusados por excesso de habilitações!
Afinal onde está o miserabilismo português? Que outro país se pode gabar de ter licenciados a trabalhar nas obras, nos hipermercados, nos MacDonalds e telepizas?
Pois é, estrangeiros, vocês ainda têm muito a aprender sobre formação profissional!...Ah!Ah!
No outro dia, depois de fazer as compras no hipermercado, dirigi-me à caixa e paguei com dinheiro. Pareceu-me que o troco não estava certo e argumentei. O jovem, simpaticamente, pediu-me para verificar de novo. Afinal ele tinha razão...como era de esperar de um jovem economista.
TIVE DE ME CALAR!
Já no estacionamento, ouvi uma voz atrás de mim:
- Oh chefe! (chiça, já tinha dado 1 euro a este gajo...). Se você puser a carga assim, vai alterar o momento de força das massas, que, modificado pela aceleração centrífuga numa curva, pode originar o capotamento aquando da transferência da energia cinética...blá...blá...blá...
Tive de me calar!
Agradecí o conselho e...dei-lhe mais um euro. Não é todos os dias que temos um Físico com mestrado em cinética a ajudar-nos a carregar o carro. Depois do normal "troce", "destroce" para sair, agradecí de novo.
Chegado a casa, a minha funcionária doméstica pediu-me se podia saír mais cedo.
- Sabe Sr. Dr., é hoje que vou defender o trabalho da pós-graduação...
Por acaso tinha-me dado jeito uma ajuda para descarregar os sacos, mas...vá lá! Se é pr'a a pós-graduação...
TIVE DE ME CALAR!
Sozinho (claro!) a descarregar a mercadoria, vejo aproximar-se um senhor bem vestido com passo decidido na minha direcção. Não pode ser...parece mesmo o Sócr... era mesmo... e em campanha:
- Boa tarde caro concidadão! Então o que acha da nova política de emprego para os jovens e do plano tecnológico nacional que temos vindo a implementar, apesar do enorme esforço financeiro que, naturalmente poderá acarretar uma ligeiríssima subida nos impostos?
- Olhe, sinceramente, penso que pode meter a política de emprego e o plano.....
TIVE DE ME CALAR!


P.S. - É claro que esta história é (AINDA) ficcionada
Luis Pinheiro às 20:11
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Quarta-feira, 13 de Julho de 2005

Outra vez a Matemática...

Todos os anos por esta altura é noticiado, até à exaustão, o insucesso recorrente dos alunos nos exames de matemática. Desta vez parece que foi de 70% de chumbos! Vá lá...como bom português que me prezo, é altura de dizer: podia ser pior...
Ao fim de tantos anos de insucesso escolar na matemática, não seria de supor que o problema já estava identificado pelos iluminados do costume (os quadrados que se sentam nas cadeiras dos media à volta de uma mesa redonda)?
É claro que eu não sei qual é a causa, só posso assegurar que há, pelo menos, UMA!
Dei comigo, com a minha lógica médica, a pensar como se de um doente se tratasse:
Os alunos serão adequados ao programa?
O programa será adequado aos alunos?
Os professores serão adequados ao programa?
O programa será adequado aos professores?
Os professores adequados aos alunos?...e por aí fora!
Cheguei à conclusão de que também não sabia, até porque não é a minha área, e não queria fazer o mesmo papel que os Illuminatti (os tais da mesa redonda...).
Pedí a uma amiga, professora da matéria, que me explicasse:
— Sabes...eles vêm muito mal preparados dos anos anteriores, depois não são capazes de compreender o que lhes é ensinado...sabes...faltam as bases, depois é o que se vê...
— Eh pá! Mas estamos a falar de 70% de insucesso dos alunos que TÚ procuraste ensinar durante um ano! Consegues dormir bem com 70% de insucesso?
— Eh pá! Que é que queres que eu faça... também alguns deles são burros que nem uma porta!
— 70% de burros???? Se eu tivesse essa percentagem de insucesso nos doentes que trato, seria alvo de uma inspecção e retiravam-me a carteira profissional...

Apesar de tudo, esta conversa agradou-me.
A partir de agora vou dormir mais descansado, porque descobri as causas do insucesso naquele doente:
1º - Não estava preparado para o tratamento.
2º - Não percebeu que tinha a obrigação de ficar bom.

"Eh pá! que é que queriam que eu fizesse..."


Luis Pinheiro às 00:20
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Terça-feira, 12 de Julho de 2005

A Necessidade

Graças à boa vontade de um velho amigo, achei que era a altura de me estrear na blogosfera. Porquê? Apenas porque é uma oportunidade única (ou quase) para publicar algumas reflexões que me vêm à tola de vez em quando, e que nunca seriam publicadas noutro sítio por "politicamente incorrectas", por "protecionismo corporativo" ou por qualquer outro chavão que esteja na moda.
O Iconoclasta é apartidário, sem conotação religiosa, sem preconceito racial, social ou sexual...mas não é parvo, e pensa pela sua cabeça.
Luis Pinheiro às 23:06
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